Porque não voto em Bolsonaro

Porque não voto em Bolsonaro

Nestas eleições fui candidata ao Senado, pela Rede em Santa Catarina e fiquei extremamente feliz e agradecida com os votos que recebi. Com certeza temos uma onda de pessoas preocupadas com a sustentabilidade no estado.

Quando me perguntavam o porquê da minha candidatura, uma das coisas que eu respondia era porque eu entedia estar no meu melhor momento para assumir uma função dessas, para fazer ainda mais em prol do bem estar de todas as formas de vida. Trabalho na área socioambiental há mais de trinta anos e minha campanha foi baseada em propostas para o futuro. Para os desafios do século 21, que são muitos e de grande magnitude.

Sou mulher, mãe de duas filhas, ambientalista, pacifista, democrata e ativista. Esses elementos por si só já deveriam ser óbvios o suficiente para justificar a opção de não votar no Bolsonaro, afinal tudo o que ele representa não combina com isso. Mas a situação é ainda pior, porque as propostas que ele apresenta são todas de retrocesso, em todas as áreas, mas especialmente na área ambiental. As recentes manifestações de milhares de organizações socioambientalistas apontam claramente os perigos que a candidatura do Bolsonaro representa. É justamente na área ambiental que residem os maiores desafios para a sobrevivência da espécie humana. E falando em coisas óbvias, não custa lembrar que não é a natureza que depende da gente, nós é que dependemos dela.

Eu quero investir os próximos 30 anos ajudando a implantar as mudanças necessárias para a existência de uma sociedade sustentável e não batalhando para evitar ou reverter retrocessos, que vão custar caro para a humanidade. Meu voto, com consciência crítica, será no Haddad e na Manuela. No pior dos cenários, serei resistência. Começando agora. Denunciando ameaças que já estamos sofrendo, as quais repudio fortemente. Compartilho aqui texto do meu marido Wigold Schaffer. E aos amigos e familiares que votam no Bolsonaro, um lembrete: os ativistas que ele quer ver calados, somos nós.

 

#ativismoSIM #democraciaSIM #planteAMOR #MiriamProchnow #praSCacontecer
#EleNão #EleNunca #EleJamais #caixadoisdobolsonaro

As eleições e o clima

As eleições e o clima

No dia 8 de outubro de 2018, enquanto no Brasil ainda conferíamos o resultado da votação do primeiro turno das eleições; na Coreia do Sul, a ONU publicava o novo relatório especial do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática), que analisa os impactos de um aquecimento global de 1,5oC e, também, a possibilidade que temos de frear o aquecimento neste limite. Os cientistas alertam que o aquecimento acima deste patamar trará consequências profundas para a saúde e o bem-estar da Humanidade, e colocará ecossistemas e a biodiversidade em risco.

E o que isso tudo tem a ver com as eleições? Tem tudo a ver, porque vamos precisar de governantes verdadeiramente comprometidos com essa questão. Para evitar a catástrofe climática, as emissões humanas de dióxido de carbono terão que cair 45% até 2030, em relação aos níveis de 2010, e zerar até 2050. E isso só será possível com mudanças sem precedentes no estilo de vida das pessoas, na mudança dos modelos de produção e consumo e no desenvolvimento de tecnologias capazes de remover CO2 da atmosfera.

Considerando-se que temos 12 anos até 2030, não se trata de um desafio trivial.

Veja quais são as atividades que mais contribuem para a mudança do clima do planeta e onde teremos que fazer as mudança sem precedentes:

  1. A emissão de gases pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão mineral e derivados de petróleo, para geração de calor, energia elétrica e para transportes;
  2. Atividades agropecuárias, em especial a criação de bovinos e o uso de fertilizantes nitrogenados;
  3. O desmatamento de florestas;
  4. O descarte de resíduos sólidos de maneira inadequada, como em lixões.

Por isso existem os acordos internacionais, como o Acordo de Paris, assinado em 2015 por 197 países que se comprometeram em lutar contra a mudança do clima, reduzindo as emissões dos gases de efeito estufa. Por isso também existem as metas de cada país. Se nossos governantes não estiverem comprometidos com esses acordos e metas, teremos chances mínimas de vencermos as adversidades climáticas.

Abaixo uma tabela do comprometimento dos dois candidatos a Presidência da República para o segundo turno das eleições 2018. Confira e vote em quem tem compromisso com a democracia e o futuro da humanidade.

A educação é o caminho para a transformação

A educação é o caminho para a transformação

Miriam Prochnow e Lilian Grankow, também professora, com uma turma de alunos da Escola Isolada Caminho da Estação em Ibirama (SC), em 1984. Foto: Acervo pessoal.

Hoje, dia 15 de outubro, Dia dos Professores, me inspirei a olhar para a minha trajetória como educadora…

Eu comecei a dar aula antes mesmo de me formar em Pedagogia. Dava aula durante o dia e estudava a noite. Fui professora de artes, ciências, filosofia, sociologia e inglês. Dei aula em escola pública e particular. Para o primário, o antigo ginásio (hoje ensino fundamental) e para o ensino médio. Depois me especializei em Ecologia e passei a atuar como educadora ambiental, ministrando palestras para diferentes setores da sociedade e orientando estudantes, agricultores, servidores públicos e outros professores.

Ser educadora é um objetivo que me acompanha até hoje porque sei a importância que a educação de qualidade têm na vida de uma pessoa e no futuro de um país. O desenvolvimento social e econômico do Brasil e a igualdade de oportunidades só serão alcançados com a garantia de que [email protected] tenham acesso à educação de qualidade.

Como diz Marina Silva, é preciso estabelecer uma ponte entre o Brasil do presente e do futuro. Para isso é imprescindível um esforço emergencial para enfrentar a escassez crescente de trabalhadores qualificados em áreas estratégicas, que caracteriza um verdadeiro apagão de capital humano. A superação dessa situação se dará pelo investimento intensivo em todos os níveis da educação formal, pela ampliação do acesso às tecnologias e pelo desenvolvimento de outros espaços de aprendizagem.

A educação deve ser prioridade política e orçamentária de um governo. Num mundo em constante transformação é necessário atualizar e adaptar a educação para fazer frente aos novos desafios que se apresentam. Professores devem ser valorizados e remunerados adequadamente para serem protagonistas do ensino de qualidade.

Mais do que uma profissão, ser professor é uma vocação, uma verdadeira missão, que implica em dedicação, capacitação e entrega. Professores fazem a diferença na vida das pessoas e por isso merecem nosso respeito e nosso apoio. Disso depende o futuro sustentável do Brasil, para que sejamos um país que cultiva a paz e o amor, que seja justo, democrático e livre. Nossas crianças e jovens não precisam de armas, precisam de livros.

A importância do ativismo no Brasil

A importância do ativismo no Brasil

Eu sou ativista. Segundo o dicionário, ativista é a pessoa que trabalha de modo ativo por uma causa e ativismo é a transformação da realidade por meio da ação prática.

Eu sou ativista ambiental. Minha causa é o bem comum, é a conservação da natureza, da qual [email protected] somos dependentes. Da qual depende a sobrevivência da espécie humana. Meu lema sempre foi “boca no trombone e mão na massa”, denunciando as agressões ao meio ambiente, mas dando exemplos de como as coisas podem ser feitas de forma sustentável e com diálogo.

Nos meus mais de 30 anos de ativismo, encontrei milhares de pessoas que também abraçaram a causa e por conta disso conseguimos inúmeros avanços que garantem qualidade de vida para [email protected] e a proteção mínima da biodiversidade. Já recebi inúmeros prêmios de reconhecimento.

Mas também por conta do meu trabalho, já sofri muitas ameaças, inclusive de morte, fui perseguida e até agredida, física e moralmente, por aqueles que se acharam no direito de impedir que a guerreira verde trabalhasse pelo bem comum.

Pelo meu histórico, pela minha vida, digo que ativismo não é opção, é urgência. O Brasil precisa de ativistas e não o contrário. O Brasil precisa de democracia. O Brasil precisa de inclusão e respeito à diversidade. O Brasil precisa de amor e comprometimento. Por isso, para tudo que ferir a minha existência, eu serei resistência.

Brasil urgente, ativismo sempre.

Miriam Prochnow esteve no V Congresso Brasileiro de RPPNs

Miriam Prochnow esteve no V Congresso Brasileiro de RPPNs

Ontem, dia 26 de julho, foi a cerimônia de abertura do V Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Realizado pela Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina (RPPN Catarinense), com apoio da Confederação Nacional das RPPNs (CNRPPN), o evento acontece em Florianópolis e vai até o dia 29 deste mês.

O principal objetivo do congresso é debater a importância do setor privado na conservação da biodiversidade e o futuro da única categoria de Unidade de Conservação do Brasil de iniciativa particular, as RPPNs.

Miriam Prochnow esteve ao lado de outros proprietários de RPPN no painel de discussão sobre RPPNs coorporativas e instituições apoiadoras contando um pouco mais sobre as atividades desenvolvidas na RPPN Serra do Pitoco, da qual é proprietária junto com o seu marido, Wigold B. Schäffer.

“As RPPNs ja são uma realidade no Brasil e temos um potencial enorme de criar muitas mais, ampliando a contribuição das reversas privadas na conservação ambiental. Criamos a nossa em 1997 e ela já foi palco de muitas atividades de educação ambiental e recreação junto à natureza”, afirma Miriam.

A RPPN Serra do Pitoco

Criada pela portaria Ibama 40/97, de 30 de abril de 1997, a RPPN abriga um pequeno, mas importante remanescente de Mata Atlântica, numa região de transição entre a Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Ombrófila Densa. É abrigo para inúmeras espécies animais. Fica na comunidade de Alto Dona Luiza, no município de Atalanta. É atravessada pelo Rio Dona Luiza e tem uma cachoeira de 10 metros de altura.

A RPPN tem 3ha e a propriedade onde está localizada foi utilizada como modelo para o conceito de Propriedade Legal (legal porque cumpre a lei e legal por ser um bom lugar de morar).

Cachoeira da RPPN Serra do Pitoco, e Atalanta – SC.

Guia das RPPNs de Santa Catarina

Durante o cobresso foi lançado o Guia das RPPN de Santa Catarina, uma publicação que pretende divulgar as Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina. Através de fotos e textos descritivos o guia apresenta as reservas que fazem parte da Associação RPPN Catarinense, bem como as demais RPPNs do estado, dando à esta categoria de Unidade de Conservação uma maior visibilidade e tornando as reservas mais conhecidas e valorizadas.

Você pode acessar a publicação aqui: Guia das RPPNs de Santa Catarina.

Lançamento do Guia das RPPNs de Santa Catarina.

Jardins e Sustentabilidade

Jardins e Sustentabilidade

Jardins tem tudo a ver com sustentabilidade: são espaços que trazem qualidade de vida para as pessoas. Tornam as casas e cidades locais agradáveis para viver.

O plantio de árvores nos jardins também é fundamental. Elas oferecem sombra para tomar um chimarrão, para as crianças brincarem, para colocar um balanço ou uma rede, um local para reuniões.

Os jardins também podem contribuir com a manutenção da biodiversidade. O plantio de espécies nativas, com diferentes épocas de floração e frutificação disponibilizam alimento para pássaros e borboletas, podendo ser mais um espetáculo a ser admirado.

Um belo jardim também pode ser um atrativo para o turismo ecológico e rural, que é uma opção cada vez mais procurada por pessoas que vivem em grandes cidades. Passear por belos jardins é um dos primeiros passos para as pessoas se aproximarem da natureza.